sábado, 30 de janeiro de 2010

BULLYING NA ESCOLA

Mais um ano letivo logo se inicia. Crianças e jovens alegres na volta às aulas. Mas será? Será que seu filho, sua filha estão felizes? E se não, quais os motivos pela falta de motivação e vontade para o retorno às aulas? Precisamos estar atentos a tudo, aos amigos, aos comportamentos, e saber identificar quando algo está errado. Será que é o BULLYING? Bom, o texto abaixo dá uma boa explicação para isso.


BULLYING NA ESCOLA
A palavra pode ser estranha, desconhecida, mas a sua prática não está distante da realidade de muitas crianças nas escolas. O Bullying é toda agressão física ou verbal que se repete constantemente e que tem intenção de machucar outra pessoa. Os estudantes estão cada vez mais rebeldes, agressivos uns com os outros devido às transformações sociais a que estão expostos, e principalmente à realidade familiar em que estão inseridos.
De acordo com Carina Rabelo (2008) a palavra bullying se refere às agressões e humilhações [...]. São xingamentos, ofensas, constrangimentos ou agressões físicas que geram angústia, sofrimento e podem causar danos psicológicos imensuráveis nas vítimas.
A prática do bullying muitas vezes é ignorada pelos professores, diretores e até mesmo pelos pais das vítimas. Muitos alunos são ameaçados e com medo das conseqüências se fecham e ainda pagam para não serem humilhados/agredidos ainda mais. Os pais precisam conhecer e saber o que fazer quando seu filho está sendo vítima. Vale ressaltar da importância dos pais participarem da vida escolar dos filhos. Se os pais dão suporte, monitoram atitudes e comportamentos, estabelecendo limites saberão quando seu filho está sofrendo ameaças ou agressões.
As crianças precisam ser instruídas a contar sobre as agressões que veem ou que sofrem. Os professores juntamente com diretores, orientadores e pais precisam orientar os alunos a denunciarem e se foram vítimas para que contem. Pois, segundo Rabelo além da escola, que, como prestadora de serviço, tem o dever de zelar pela integridade física e psicológica dos alunos, o pai do agressor também pode ser punido, mesmo que não tenha conhecimento dos atos do filho.
Os pais precisam estar presentes na vida escolar dos filhos para lutarem contra esse mal que prejudica o desenvolvimento e a formação pessoal das crianças. E com certeza se os próprios filhos são os praticantes do bullying que tomem providências para mudar as atitudes dos filhos. Somente pais e professores caminhando juntos é que poderá haver mudanças significativas na realidade das crianças, pois se isto não acontecer, esse comprometimento de ambos, um acabará culpando o outro e medidas necessárias deixarão de ser tomadas.
“Não há coisa mais linda, mais poética, do que pais serem grandes amigos dos seus filhos”. (CURY, 2003, p. 45).
Quando na relação familiar os pais são verdadeiros amigos de seus filhos há maior possibilidade de perceber quando alguma coisa não está certa com eles. Mudanças no comportamento, na aprendizagem escolar, demonstrando rebeldia, desinteresse pela escola, falta de vontade de realizar as tarefas são sinônimos de que algo de incomum está acontecendo na vida das crianças.
“Os comportamentos inadequados muitas vezes são clamores que imploram a presença, o carinho e a atenção dos pais”. (CURY, 2003, p. 43,44).
Muitas vezes os conflitos apresentados pelas crianças são à busca de alguma coisa que naquele momento está faltando, e pode ser carinho e atenção da família. Demonstrar interesse e participação na vida escolar dos filhos é o remédio para amenizar a prática do bullying na escola.
(By Vânia)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AS MINAS DE PRATA

A seguir temos uma resenha do livro As minas de Prata de José de Alencar. Um livro muito legal e que vale a pena ler. Nos mostra um pouco da Literatura Brasileira

AS MINAS DE PRATA – José de Alencar




As Minas de Prata, de José de Alencar, em sua versão completa, foi publicada em seis volumes, no ano de 1862. No entanto, hoje a extensa obra encontra-se em uma edição condensada, com uma única edição, publicada pela editora Ática em 2001. A obra está dividida em 51 capítulos nas 272 páginas apresentadas.
ALENCAR, José Martiniano de. nasceu no Ceará em 1829 e em apenas 48 anos de vida, além de escritor, foi jornalista, advogado e deputado. Sendo principal escritor do Romantismo brasileiro, Alencar escreveu romances indianistas, históricos, regionalistas e urbanos, além de crônicas, críticas e peças teatrais.Uma de suas importantes obras é o romance histórico, As Minas de Prata, de 1862.
Inicialmente, As Minas de Prata tinha como subtítulo “Continuação do Guarani”, pois Alencar pretendia dar continuidade a O Guarani. Mesmo encontrando alguns fios unindo as duas obras, como a ambição despertada pela busca do roteiro das minas de prata e alguns personagens, com o rumo que tomou o romance o autor acabou cortando o subtítulo que sugeria a ligação. O que era apenas um tema secundário em O Guarani, passou a ser um dos temas centrais do romance As Minas de Prata: a luta pela posse do roteiro das minas de prata de Robério Dias.
As Minas de Prata faz uma revisão do passado colonial brasileiro, numa época em que o Brasil ainda era colônia de Portugal e não existia como nação unida e independente. Vivia sob constantes ameaças holandesas, espanholas e da Companhia de Jesus, devido à fortuna prometida pelas lendárias minas de prata. A história situa-se ora na Bahia, ora no Rio de Janeiro, onde Estácio, filho de Robério Dias, para resgatar o roteiro das minas deixado pelo pai, enfrenta as mais aventureiras batalhas. Estácio, em sua luta por realizar seu amor por Inês ou Inesita é tido como herói, pois a luta para realização desse amor passa por fortes impedimentos, principalmente familiar e também pela luta contra todas as ameaças ao Brasil, sendo caracterizado também como herói nacionalista.
As Minas de Prata tem passagens interessantíssimas onde Alencar: descreve numa panorâmica a cidade e Salvador; reconstitui cerimônias religiosas e flagra cenas de namoro e troca de olhares; a cavalhada, uma festa tradicional da época do romance, quase tida como torneio medieval; o convento jesuítico, com seus salões, bibliotecas e labirintos; a cena de teor erótico, em que o pai de Raquel a entrega para a posse pelo irmão de Inês, José de Aguilar.
Estácio tinha como grandes companheiros, índios, pajens, Cristóvão, Vaz Caminha e João Fogaça, conhecido como capitão-do-mato, por refugiar-se na mata e ser conhecedor e amigo de tribos e índios. No entanto, a figura de Gusmão de Molina destaca-se pelas grandes transformações durante a obra, sendo inimigo de Estácio.
O amor no romance é tido como algo sagrado, idealizado e sempre marcado pelo sofrimento. Entre uma infinidade de promessas e buscas amorosas, algumas das aventuras amorosas terminam no tão sonhado final feliz, outras, porém, marcada pela angústia, desilusão, pessimismo, frustração e até morte.
O livro As Minas de Prata oferece ao leitor brasileiro a oportunidade de conhecer o romance de José de Alencar que focaliza o passado histórico do Brasil. Além de trazer fatos históricos verdadeiros do passado colonial, traz aspectos lendários e também ficção e imaginação do autor. Assim ao lê-lo deve-se ter cuidado, pois eles não estão claramente determinados. No entanto é essa distinção que faz o leitor relembrar e até buscar os fatos históricos do passado.
Na obra o leitor encontrará e identificará características marcantes do Romantismo Brasileiro. De um autor que é, ao mesmo tempo, idealista, historiador, detalhista, nota-se os ideais amorosos, que oscilam entre bons e maus momentos; percebe-se uma historiografia romântica, onde há procura no passada para as explicações do presente; e revela detalhes, mas nada em exagero.
Em As Minas de Prata o leitor está diante de variados fatos históricos e por isso não pode ser apreendido imediatamente, mas com alguns conhecimentos prévios da história do passado do Brasil. Além de ser uma obra com grande importância à Literatura, é um bom meio para o estudo da História do Brasil.
O livro As Minas de Prata, apesar de ser uma edição condensada, reduzida em extensão, conserva a redação original do autor. Na obra encontra-se significado de algumas palavras, importantes curiosidades e informações sobre a obra e também uma extensa biografia do autor, José de Alencar, sendo que são valiosas indicações de leitura suplementar presente no livro. Indicações estas a todas as pessoas interessadas em conhecer um pouco do Romantismo e da Literatura Brasileira.
(Resenha escrita por Vânia em 2006)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ILUSÕES DE ÓTICA

Você já recebeu e-mail ou já viu em algum lugar figuras que causam ilusão de ótica? Pois é, o vídeo a seguir nos desvenda alguns segredos das ilusões de ótica e de um dos nossos gigantescos sentidos: a visão. Vale a pena assistir e descobrir grandes façanhas...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EXERCÍCIOS PARA CÉREBROS ENFERRUJADOS

Que tal dar uma esquentada no cérebro? Ainda mais depois das férias... Faz bem para a saúde...



EXERCÍCIOS PARA CÉREBROS ENFERRUJADOS

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas...
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

Uma vez que encontrares os B
Encontra o 1
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Uma vez o 1 encontrado.
Encontra o 6

9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999699999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999


Uma vez o 6 encontrado ........
Encontra o N (É díficil!)

MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMNMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM

Uma vez o N encontrado...
Encontra o Q..

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOQOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

domingo, 24 de janeiro de 2010

DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

Vivemos na era da inclusão, onde todos têm o direito de ir à escola e aprender, independente das necessidades que apresentam. Para que a aprendizagem seja bem sucedida é importante, tanto para educadores quanto para pais, conhecer e até mesmo saber identificar possíveis distúrbios de aprendizagem. Um dos distúrbios mais comuns é o distúrbio de leitura ou dislexia, este apresentado no texto a seguir. (Vale a pena ler para entender melhor)



DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: SUPERAÇÃO E APOIO

O ser humano durante toda a sua vida está em constante aprendizagem. Já a partir do nascimento a criança começa a aprender a superar limites, dificuldades e também aprende a comunicar-se. A comunicação acontece aos poucos e a criança aprende imitando as pessoas que estão ao seu redor.
Ao ingressar na vida escolar a criança é posta a provações e seu aprendizado e desempenho são avaliados constantemente. À medida que essas avaliações são feitas, são analisados seus rendimentos, seus progressos e quando estes se encontram inferiores ao considerado satisfatório começam a surgir evidências de dificuldades e ela passa a ser vista pelos profissionais como uma criança portadora de algum distúrbio de aprendizagem.
Os distúrbios de aprendizagem variam de acordo com o grau de dificuldade apresentada pela criança, mas o mais comum é considerado o distúrbio de leitura. A grande maioria das crianças que são rotuladas como portadoras de distúrbio de aprendizagem são designadas porque não conseguem aprender a ler.
A criança durante toda a sua infância na sua vida escolar passa pelo mesmo processo educativo que outras crianças, mas no decorrer de seu desenvolvimento não obtêm bons resultados e apresenta muitas dificuldades. Quando não há satisfação do desempenho e das aptidões pode-se considerar que a criança tem deficiência de leitura ou dislexia.
A dislexia pode ser caracterizada como um transtorno que se manifesta pela dificuldade em aprender a ler, apesar de ter a mesma instrução e oportunidades socioculturais. Além da inabilidade e da capacidade imperfeita para ouvir, falar, ler, escrever, pensar, a criança apresenta falta de concentração e inquietação, na maioria das vezes devido ao pouco interesse que apresenta pelo aprendizado. Porém a causa mais aceita é que a dislexia é uma condição genética. O que não se pode generalizar, quando se fala que a criança tem problemas de aprendizagem, são os problemas oriundos de deficiências visuais, auditivas, motoras, perturbação emocional ou de desvantagens ambientais, culturais e econômicas.
A dislexia está presente nas escolas e muito mais do que se imagina. Por isso deve ser diagnosticado o mais rápido possível por uma equipe multidisciplinar para que se inicie o tratamento evitando assim que a criança passe por situações constrangedoras. Além disso, não há motivo para envergonhar-se, pois há casos de pessoas bem sucedidas que sofrem com dislexia, mas nem por isso ela pode ser ignorada.
Na dislexia existem ao todo cinco diferentes categorias que vão desde a dificuldade em escrever (disgrafia), dificuldade com a linguagem matemática (discalculia), dificuldades de concentração (déficit de atenção), até baixa ou excessiva atividade psicomotora (hiporatividade e hiperatividade, respectivamente).
A criança disléxica pode apresentar diferentes sinais que podem ser diagnosticados já na primeira parte da infância como atraso no desenvolvimento psicomotor e no desenvolvimento da fala, inquietação, agitação. A partir dos sete anos quando a criança ingressa na escola outros sinais podem ser percebidos como lentidão na realização das atividades, problemas na leitura, escrita, soletração, mudanças bruscas no humor, dentre outras.
É a partir dos sinais acima citados que pais, professores e profissionais ligados às crianças devem ficar atentos para quanto antes poder diagnosticar o problema e assim poder tratá-lo. Quanto ao tratamento não há só um, mas se prioriza a melhora na fala e leitura, com desenvolvimento de vocabulário e melhoria da compreensão. É muito importante para o disléxico ajuda e apoio dos pais, familiares, amigos e professores. Porém é importante que a criança seja ensinada por professores capacitados, caso contrário pode agravar ainda mais o problema de dislexia da criança. A dislexia tem cura, só é preciso diagnosticar o mais breve possível e tratar de maneira correta.
A comunicação acontece sempre quando pelo menos duas pessoas se encontram. Porém, sempre que um dos lados não compreende, a comunicação se frustra. Valendo-se disso, pensa-se nos deficientes visuais e no seu rendimento escolar. Faz-se extremamente necessário numa sala de aula que tenha um aluno com deficiência visual que se busque meios diferentes para que este também possa chegar ao conhecimento. Insere-se no grupo também alunos com baixa visão e que muitas vezes acabam passando despercebidos em sala.
Os casos acima citados necessitam de atenção especial e para isso o professor precisa atuar diferente em sala de aula. Os recursos visuais para estes casos tornam-se inapropriados e devem ser substituídos por outros meios. A ação de mostrar e apontar, nesses casos, não pode ser percebido.
A utilização de recursos apropriados para alunos com distúrbio de aprendizagem e com deficiência visual torna-se imprescindível em sala de aula. O aluno só é capaz de aprender se o mesmo é capaz de entender o que se passa. Para isso, o papel do professor como mediador do conhecimento é indispensável em sala de aula, e este precisa estar preparado para isso.
Os problemas enfrentados por tais crianças serão minimizados com um acompanhamento adequado de profissionais competentes e capazes de ajudar na solução destes casos. Capacitação adequada, sabendo como agir e o que fazer nos momentos de dificuldade são meios indispensáveis que devem ser utilizados pelos pais, professores e profissionais ligados a estas crianças que apresentam distúrbios de aprendizagem e deficiência visual.
Todas as crianças são capazes de aprender e o que precisam para isso, frente às dificuldades, é apoio e atenção especial. Cabe a todas as pessoas ligadas a elas estarem preparadas para ajudá-las.
(Escrito por Vânia em 2009)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TERREMOTOS

VENDO O DESASTRE QUE ACONTECEU NO HAITI ACHEI INTERESSANTE PUBLICAR SOBRE O ASSUNTO. ATÉ PARA PODERMOS ENTENDER MELHOR ESSA GIGANTESCA FORÇA DA NATUREZA.

O que são terremotos e como se mede sua intensidade?


As placas tectônicas se movimentam e o choque entre elas provoca os terremotos

Terremotos ou sismos são vibrações na crosta terrestre provocadas pela movimentação de placas tectônicas presentes na litosfera, logo abaixo da superfície da Terra. Essas placas deslizam lenta e constantemente sobre uma camada de magma chamada astenosfera. Os movimentos delas são também responsáveis pela deriva dos continentes e pela formação de montanhas e vulcões. O atrito entre as placas gera uma energia em potencial que, quando liberada, provocam vibrações que se propagam pela crosta, causando os abalos sísmicos. Há duas formas de medir a força dos tremores: pela sua magnitude e pela sua intensidade. "A primeira está associada com a energia liberada pelo terremoto, enquanto a segunda é o efeito causado por ele na superfície da Terra", explica Célia Fernandes, geofísica e técnica em sismologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). "Para medir a energia liberada pelo sismo, utilizamos a escala Richeter, e para avaliar seus efeitos, utilizamos a escala Marcalli-Modificada", complementa.

A escala Richter foi desenvolvida em 1935 na Califórnia, Estados Unidos. Ela é calculada a partir dos sismogramas (registros dos sismos) produzidos pelos sismógrafos, aparelhos que possuem sensores de vibração que monitoram a movimentação da superfície onde estão localizados. Cada unidade de magnitude representa uma energia liberada dez vezes maior que o grau anterior, ou seja, um terremoto de 4 graus na escala Richter libera uma energia dez vezes maior que um terremoto de 3 graus. Não há limites nessa escala. "Ela é aberta, isto é, vai desde menos infinito até mais infinito", afirma Célia. "O terremoto de maior magnitude já registrado foi no Chile, em maio de 1960. Sua magnitude foi de 9,6". Abaixo de 2 graus, os tremores são praticamente imperceptíveis.

Já a escala Mercalli, que mede a intensidade dos terremotos, foi proposta pelo vulcanólogo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, e alterada em 1931, quando passou a ser chamada de Mercalli-Modificada. "Ela possui 12 graus indicados por algarismos romanos de I a XII. A intensidade não é calculada, apenas se observam os efeitos que o sismo causou na superfície, ou seja, é uma medida qualitativa dele", explica a especialista, que mostra como a escala funciona no quadro abaixo:

ESCALA DE INTENSIDADE MERCALLI-MODIFICADA (ABREVIADA)

I. Não sentido.
II. Sentido por pessoas em repouso eu em andares superiores.
III. Vibração leve. Objetos pendurados balançam um pouco.
IV. Vibração como a causada pela passagem de caminhões pesados. Chacoalhar de janelas e louças. Carros parados balançam.
V. Sentido fora de casa. Acorda as pessoas. Objetos pequenos tombam e quadros nas paredes se movem.
VI. Sentido por todos. Deslocamento de mobília. Louças e vidros se quebram. Queda de objetos. Rachadura no reboco de casas
VII. Percebido por motoristas dirigindo. Dificuldade em manter-se em pé. Sinos tocam em igrejas, capelas etc. Danos, como quebra de chaminés, ornamentos arquitetônicos e mobília; queda de reboco; rachaduras em paredes, algumas casas podem até desabar.
VIII. Motoristas de automóveis sentem o tremor. Galhos e troncos se quebram. Rachaduras em solo molhado. Destruição de torres de água elevadas, monumentos, casas de adobes. Danos severos a moderados em estruturas de tijolo, casas de madeira (quando não estão firmes com fundação), obras de irrigação e diques.
IX. Solo rachado, como "crateras de areia". Desabamentos. Destruição de alvenaria de tijolo não armado. Danos severos a moderados em estruturas inadequadas de concreto armado e tubulações subterrâneas
X. Desabamentos e solo rachado. Destruição de pontes, túneis e algumas estruturas de concreto armado. Danos severos a moderados de alvenarias, barragens e estradas de ferro
XI. Distúrbios permanentes no solo
XII. Danos quase totais

Apesar de existirem formas de medir a força dos terremotos, eles ainda não podem ser previstos pelos cientistas. "Esse é um dos grandes objetivos da sismologia", afirma Célia Fernandes. Atualmente a região que possui a maior quantidade de sismos é a que circunda o Oceano Pacífico, desde o sul do Chile até a Nova Zelândia, passando por vários países da América do Sul, Central e do Norte, além do Japão.
(Revista Nova Escola)

Gibis podem ser usados em sala de aula? Como?

Voltando ao tema da leitura na escola,achei legal e importante a resposta da pergunta abaixo. Vale a pena ler e refletir sobre o tema...


Gibis podem ser usados em sala de aula? Como?

Sim. As histórias em quadrinhos são boas ferramentas de incentivo à leitura, seja lá qual for a idade do leitor. A associação de textos e imagens torna o ato de ler mais atraente e os elementos gráficos (como os balões e as expressões faciais dos personagens) facilitam a compreensão da trama. Como abordam variados temas – aventuras espaciais, convivência entre animais etc. –, permitem que professores de diferentes áreas trabalhem com um amplo leque de informações. Enredos de ficção científica, por exemplo, podem ser o ponto de partida para o debate de assuntos relacionados à disciplina de Ciências. O importante para usá-los corretamente é criar a estratégia adequada, combinando as especificidades do conteúdo, o tema da história e as características dos estudantes (a faixa etária, o nível de conhecimento e a capacidade de compreensão).

(Revista Nova Escola)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O MENESTREL (William Shakespeare)

Este vídeo é muito bom para refletir...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PRA ASSISTIR E SE DIVERTIR UM POUCO...



O compromisso da escola na formação do leitor


Estou lendo um livro com o título “Língua Portuguesa: o compromisso da escola na formação do leitor” e refletindo sobre o assunto, começo a me perguntar: qual é o compromisso da escola na formação do leitor? O que é formar um leitor? É ensiná-lo a ler, decodificando signos, buscando fluência, entonação e rapidez e valendo-se disso para avaliar o aluno ou é ensiná-lo a ler criticamente, entendendo as entrelinhas de um texto?
Vale parar um pouco e pensar a respeito de tudo o que é feito desde o ingresso da criança no ambiente escolar. Primeiro se ensina às crianças a ler, e uma vez que aprendem o que se busca então? Além de fluência, entonação e rapidez? Ou a partir do texto faz-se ditado com palavras retiradas do próprio texto ou ainda questões óbvias para serem respondidas? E o que dizer da leitura feita somente para a avaliação? E onde é que fica o conhecimento?
São questionamentos aparentemente sem fundamento, não é mesmo. Pois é, mas não são. Precisamos desenraizar de que a leitura só serve para avaliação e nada mais. Precisamos fazer com que nossos alunos leiam por prazer, pela busca de conhecimento, para tirar dúvidas de assuntos não entendidos. Precisamos fazer com que nossos alunos leiam além das linhas do texto.
Mas, continuando a falar de assuntos abordados no decorrer da leitura que estou fazendo, o que dizer da concepção (que temos) que responsabiliza o aluno e sua família pelas dificuldades em relação à escola. Que atribui o fracasso escolar das crianças das camadas populares à falta de estimulação às privações vividas por essas crianças em seu meio cultural de origem. Em outras palavras, a criança não vai bem porque não tem estímulo em casa, porque os pais não auxiliam, porque a família não tem o hábito de leitura em casa, porque a criança não tem acesso a jornais, revistas, internet e que por isso a criança não lê bem, não aprende bem. Fico me perguntando quanto disso é real, quanto disso pode ser considerado certo.
Enfim continuo, ressaltando um pequeno trecho que me fez parar e refletir: “Como ressalta Bordenave (1999), desde o pré-escolar até o segundo grau, a disciplina de comunicação e expressão deveria receber maior ênfase constituindo-se no eixo central de todo currículo”. COMUNICAÇÃO e EXPRESSÃO. Acho que não preciso dizer nada.
Palavras e expressões fortes como visão de mundo, transformação social, construção e reconstrução, significado, entre outras deve ser o eixo de nossa atuação em sala de aula. E ainda outra frase do mesmo autor citado acima: “Deseja-se colocar o poder da comunicação a serviço da construção de uma sociedade onde a participação e o diálogo transformador sejam possíveis”. (palavras grifadas por mim).
Bom, não terminei de ler o livro, e adiante temas como hábito de ler, gosto pela leitura, paixão pelos livros, formação do aluno leitor são parte de alguns questionamentos que me faço e que busco respostas. (E espero encontrar).
(Livro do curso da ACAPED)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

COLAR NA GELADEIRA


COLAR NA GELADEIRA
Luis Carlos Prates

Aqui temos mais um ótimo texto de Luis Carlos Prates sobre Educação, publicado no Diário Catarinense de 11 de janeiro de 2010. Agora que estamos quase iniciando mais um ano letivo é importante para pais e filhos.

Tenho ouvido muitos pais e mães chorando as pitangas na televisão. Queixam-se dos aumentos pesados que vão ter que pagar este ano para manter os filhos em escolas particulares. São pessoas pobres, da classe média, dão um duro danado para dar aos filhos um bom colégio, fazem o silencioso esforço que os pais costumam fazer quando se preocupam com a instrução dos filhos.

Mas não é dos pais que quero falar, é dos filhos. Vem aí o ano letivo. Tinha me prometido evitar este assunto, afinal, cuido dele há muitos anos, fico aborrecido com a chatice da repetição. Mas me dou conta de que se ficar quieto, vou dar força aos mandriões, aos vadios, aos molengões das desculpas...

Vou repetir o que já disse à exaustão: nenhum filho ou filha terá desculpas no fim do ano para os fracassos de que eventualmente venha a ser protagonista no colégio. Todos os alunos vão partir da mesma linha de largada, o negócio é tratar de estudar, de ter vergonha na cara, de justificar o esforço dos pais. Pais que, muitas vezes, se sacrificam em desespero para não deixar faltara os filhos o bom colégio. É obrigação dos filhos estudar.

Estudar com intensidade, no mínimo três horas de estudos em casa após as aulas. E isso todos os dias, chova ou faça sol, domingos e feriados, aniversário do vovô ou da mãe Joana que seja...

Filho ou filha que vê os pais se esfalfando, dando duro para pagar as mensalidades da escola e que vai para o colégio só para folgar, para bancar idiota, para mandar torpedinhos para gurias e guris bocós, gurias sem graça e bermudões que não sabem se lavar, está brincando com o esforço dos pais.

Te flagra, cara, sentar lá atrás e ficar de risinhos bobos, ou as gurias ficarem de segredinhos e frivolidades de tolas, é coisa de gente trouxa, nunca de espertos.

Espertos estudam, leem, chegam na hora certa, cumprimentam os professores, fazem os deveres, prestam atenção, vestem-se como gente e não como essas hordas que andam pelos shoppings, pobre gentinha que forma a multidão dos iguais.

Preocupar-se com a grife da mochila ou com roupinhascor-de-rosa, saltões de pata de bode, argolões nas orelhas, barriga à mostra, tatuagens estúpidas, bermudões, bonés virados, isso tudo é coisa de trouxa que pensa que está na onda. Está nada.É não esquecer que bom filho, filha, estuda, respeita o esforço dos pais, não rasga o dinheiro deles fazendo bobagens enquanto está na escola. O aviso foi dado, ser grato aos pais, ser esperto é decisão sua, guri, guria.

sábado, 2 de janeiro de 2010

À revolução, já!


Ao ler o DC(Diário Catarinense) e a coluna de LUIZ CARLOS PRATES de 2 de janeiro de 2010 não se pode deixar de lado o que ele tão maravilhosamente escreveu relacionado à educação.

À revolução, já!

Ano novo, vida nova? Devia ser. Devia, mas não é. A vida para as pessoas comuns, do povo, é uma chatice danosa e irremediável. Só os inteligentes, os apurados da mente se renovam, cortam velhos e desgastantes hábitos e assumem novas e boas posturas. E como esses, os inteligentes, são raros, dá nisso que anda por aí...

Tive algumas horas livres nestes últimos dias. Livres é modo de dizer. Não tendo o que fazer, fui às minhas caixas de sapatos, onde guardo o que de mais significativo tiro das leituras diárias dos diversos jornais que me cruzam as retinas.

As caixas são divididas por assuntos. Fui direto à caixa dos assuntos educacionais, escolares. Meu instinto de destruição só me podia levar a essa caixa. Nesse tipo de arquivo só tenho o que de mais repugnante existe nas questões de educação, ensino, disciplina etc.

Pus a mão no “escuro”, o que viesse da caixa de recortes eu leria. Nada que prestasse. Tirei uma reportagem cujo título era este: Insolência e humilhação afastam os professores das salas de aula.

Reportagem do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Podia ser daqui a reportagem, seria igual, podia ser de qualquer cidade do Brasil, que seria tudo igual...

Li a história de um professor que encerrou a carreira, desapontado, sem apoios, deixado sozinho na rua do desamparo em que hoje vivem os nossos professores.

Antes de contar do que aconteceu ao tal professor, deixe-me fazer uma pergunta à leitora inteligente e que, aposto, não reza pela cartilha do politicamente correto e menos ainda se deixa levar pela nauseabunda pedagogia do amor.

A pergunta é a seguinte: de quanto a quanto vão as notas dadas pelos professores aos alunos numa prova? Exatamente, vão de zero a 10. Quer dizer, o zero significa que o aluno não acertou uma só questão. Dez quer dizer que acertou tudo, todas. Certo? Tão certo quanto o sol do meio-dia.

Pois a história conta de uma guria que entregou a prova em branco, a burra não sabia nada. Ganhou zero, claro.

Ao receber a nota da prova, ergueu-se da cadeira e chamou o professor de puto. Achou pouco, chamou-o de pedófilo. E o professor não é nem uma coisa nem outra, é professor exigente, bom pai, bom marido, jovem, um sujeito tranquilo. Teve que sair da escola, ninguém lhe deu apoio e ainda ouviu críticas, onde já se viu dar zero...

Na minha escola a burra não apenas ganharia zero como seria tirada da sala de aula pelos cabelos. Quando os professores começarem a fazer isso, tudo vai mudar. E para melhor. À revolução. E já, em março...